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Quinta-feira, 24 de julho de 2014
Esquerda
Direita
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Publicada em 30/07/2012
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Professor do Insper tira dúvidas sobre investimentos e aposentadoria

Com a alta recente, o dólar se tornou uma boa alternativa de investimento? (K.S., de São Paulo (SP)

RESPOSTA DO PROFESSOR DO INSPER RICARDO MOLLO - Procurar investimentos mais rentáveis é sempre um grande desafio, especialmente quando as taxas de juros estão em baixa no país, como é o caso neste ano.

Esse dilema é enfrentado por todos, mas principalmente por tesoureiros de companhias e de bancos.

Embora eles disponham de diversas informações para tomar suas decisões, mesmo assim, em alguns momentos, acabam perdendo dinheiro por conta da grande incerteza dos mercados.

Umas das alternativas utilizadas por eles é o investimento em instrumentos financeiros atrelados à variação do câmbio.

Estamos vivenciando um momento de altíssima volatilidade no preço do dólar em relação ao real. Mas por que a moeda norte-americana varia tanto de preço?

Principalmente pela oferta e demanda de dólares no mercado brasileiro, que sofre influência de fatores como as exportações, as importações, os investimentos de estrangeiros e os pagamentos de juros externos.

De forma prática, com a instabilidade econômica, houve uma acentuada saída de dólares do Brasil, o que fez com que o real se desvalorizasse em relação à moeda estrangeira.

É natural imaginarmos que neste momento há uma oportunidade, o que gera uma tentação para aproveitar ganhos rápidos.

Para pessoas físicas, contudo, os investimentos em dólar são muito arriscados e praticamente especulativos.

São apostas completamente descasadas, pela incerteza e variabilidade de preços.

Pessoas físicas deveriam investir em dólares somente quando têm obrigações futuras a pagar em dólares.

Quando se planeja fazer uma viagem ao exterior, por exemplo, a forma mais conservadora é comprar dólares tão logo a viagem seja confirmada.u uma boa alternativa de investimento?

*

Meus pais recebem três mínimos de aposentadoria, têm R$ 300 mil na poupança e gastam R$ 7.000 ao mês. Qual a melhor aplicação para que o dinheiro não acabe em 42 meses?A.P.F., de São Paulo (SP)

RESPOSTA - Considerando que seus pais ganham R$ 1.866 por mês e gastam R$ 7.000, a baixa mensal que precisam fazer nas aplicações financeiras é, neste momento, de R$ 5.134,00.

Mesmo que a aplicação fique sem remuneração, os recursos garantem as baixas pelos 42 meses, pois seriam utilizados R$ 235 mil durante o período, considerando a inflação.

Com R$ 300 mil, é possível montar uma estratégia de diversificação de investimentos com o objetivo de maior rentabilização.

Uma alternativa é aplicar parte dos recursos em produtos de maior risco, montando um portfólio com opções como títulos públicos, ações e fundos multimercado.

*

Recebi R$ 100 mil de um imóvel vendido. Onde aplico? Pretendo resgatar a cifra em três anos. (A.L., de São Paulo (SP)

RESPOSTA - O primeiro passo para começar a aplicar é descobrir qual o seu perfil como investidor e estabelecer objetivos.

Para um perfil conservador, geralmente os investimentos com prazo de três anos são feitos em CDBs, fundos de renda fixa, títulos públicos e poupança.

Se o seu perfil for moderado, o gerente provavelmente lhe indicará, além das opções conservadoras, fundos multimercado e títulos com prazos mais longos, inclusive os atrelados a índices de inflação.

Caso seu perfil seja agressivo, a estratégia poderá incluir, além dos títulos de renda fixa e fundos, ações e cotas de fundos de ações.

Fonte: Folha Online - 30/07/2012

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