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Terça-feira, 02 de setembro de 2014
Esquerda
Direita
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Publicada em 20/04/2009
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Operadoras de SP dão informações erradas sobre a portabilidade

SÃO PAULO - Levantamento do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) com as principais operadoras de telefonia móvel e fixa do estado de São Paulo confirmou as reclamações de consumidores, de que as empresas estavam passando informações erradas sobre a portabilidade numérica.

Segundo a pesquisa, todas as seis empresas procuradas, Claro, NET, Oi, Telefônica, TIM e Vivo, forneceram ao menos uma informação errada.

Apesar do prazo que as empresas tiveram para se adequar, os atendentes não estavam preparados para responder as dúvidas dos clientes.

Os principais erros de cada empresa
Abaixo é possível verificar quais foram os principais erros cometidos por algumas das operados, na hora de explicar a portabilidade numérica:

# Claro: foi a que apresentou o maior número de resultados negativos, diz o Idec. Primeiramente, as informações sobre portabilidade enquanto o cliente ainda cumpre carência foram contraditórias e não foi explicado que a fidelização e portabilidade são processos diferentes.

Houve ainda respostas desencontradas sobre desistência da portabilidade, teste de aparelho para fidelização e cobrança de multa em caso de rescisão e prazos.

# Telefônica: com o maior volume de problemas entre as pesquisadas na telefonia fixa, a funcionária informou, erroneamente, que a empresa ainda não está fazendo a portabilidade e que não há prazo para fazê-lo.

Além disso, afirmou que a linha atual deveria ser cancelada antes de pedir a transferência, que o consumidor poderia portar o número entre diferentes regiões e que poderia ter o prefixo alterado.

# TIM: o atendente desta operadora disse que o celular ficaria mudo por cinco dias, período em que o cliente teria um chip temporário. Porém, a linha só fica indisponível por, no máximo, duas horas e não há necessidade de número provisório.

Anda houve dados incorretos sobre cobrança pela portabilidade e prazo mínimo de fidelização.

# Oi e Vivo: ambas apresentaram menos problemas. Enquanto a primeira afirmou que o prazo para desistência do processo é de 24h, e não de 48h, a outra disse que o prazo para desistência é de cinco dias.

Facilidade e objetividade
O contato com as empresas, segundo o Idec, precisa ser fácil e objetivo, sem o consumidor precisar fazer várias ligações, e é essencial uma capacitação dos atendentes e que eles sejam educados ao telefone.

As operadoras de telefonia foram notificadas pelo instituto e a maioria não se pronunciou, com exceção da TIM e da Oi.

A TIM respondeu que está enveredando esforços para melhorar seu atendimento, enquanto a Oi disse que as informações fornecidas sobre os casos referentes ao CPF e protocolo são insuficientes para uma apuração do ocorrido.

Portabilidade numérica
A portabilidade numérica foi regulamentada pela Resolução 460/07 da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), e foi implantada entre setembro de 2008 e março de 2009, quando alcançou a capital paulista e todo o Brasil.

Com o serviço, o consumidor tem mais liberdade de escolha, já que a alteração do número deixa de ser um entrave para o usuário contratar o serviço de outra operadora.

A concorrência também ganha, pois as operadoras terão de investir na melhoria dos serviços e do atendimento, além de reduzir preços, para manter os clientes antigos e tentar conquistar novos.
Fonte: Infomoney, 17 de abril de 2009. Na base de dados do site www.endividado.com.br.

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